Sindicato diz que não tem acesso às obras
Diretores do Sindidato dos Trabalhadores da Construção Civil afirmam que sabe dos problemas dentro do canteiro de obras da Renault somente quando os operários decidem denunciar ou acionar as empreiteiras. O acesso ao terreno da montadora é totalmente proibido para sindicalistas. No início do ano, a entidade apresentou uma reclamação no Ministério do Trabalho para conseguir entrar na fábrica, mas o acesso ainda não foi conseguido.
Os seguranças não deixam a gente chegar a menos de 200 metros da entrada da fábrica, contou o dirigente da subsede do Sindicato em São José dos Pinhais, Valdemir Teixeira. Ele disse que para distribuir o jornal do sindicato foi necessário sair correndo atrás dos ônibus que transportavam os operários.
O sindicato denuncia que metade das empresas contratadas pelas empreiteiras da Renault não paga o piso salarial, que é de R$ 1,72 a hora. Teixeira disse que o bloqueio ao acesso se dá apenas na Renault. O responsável pelo Departamento Jurídico da Renault, Pedro José, disse que a montadora não pretende abrir a empresa para o sindicato.





