O vice-presidente do Sindicato dos Comerciários (Sindicolon), Manoel Theodoro da Silva, afirma que o problema que impede a flexibilização do horário do comércio é que as empresas não querem pagar as horas extras como manda a convenção. ''Sempre que uma empresa quiser trabalhar em horário diferenciado, é só pedir para o sindicato. Nós vamos lá e fazemos uma assembleia. Se os trabalhadores aprovarem, o sindicato não vai colocar empecilhos, desde que recebam horas extras com diz nossa convenção'', aponta.
Segundo ele, a situação das empresas precisa ser negociada caso a caso. ''Todas as empresas que nos procuraram até agora nós fizemos acordo. Tem a Riachuelo, as Casas Bahia. Tem a Bolivar que não tem interesse em abrir todo sábado à tarde no centro, mas abre na Saul Elkind (zona norte)'', enumera.
O vereador Jacks Dias (PT) disse que, ''pessoalmente'', é a favor da flexibilização do horário, mas que apresentou o substitutivo a pedido do sindicato dos empregados (Sindicolon). ''Eu sou do PT. Temos a defesa do trabalhador como prioridade. Estamos falando de 40 mil pessoas, que precisam também ter uma negociação mais vantajosa'', observa. Segundo ele, a melhor forma é que o horário do comércio seja definido nas convenções e não no Código de Postura.
O presidente da Câmara, Gerson Araújo (PSDB), diz que ainda não tem posição definida sobre o horário do comércio e que está discutindo o assuntos com os empresários e trabalhadores. Sem precisar quando o projeto será votado, garante que será ainda neste ano. (N.B.)

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