Sindicato define pressão para acelerar o seguro agrícola
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quinta-feira, 07 de junho de 2001
Ana Paula Nascimento De Londrina 
O Sindicato Rural de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina) realiza amanhã, a partir das 9 horas, na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), reunião com agricultores da região para debater o não pagamento de indenizações de seguro agrícola, que desde o ano passado deveriam ter sido pagas pela Companhia de Seguros do Estado de São Paulo (Cosesp). Só na região de Sertanópolis, cerca de 30 agricultores esperam pelo pagamento das indenizações relativas à perda da produção de milho safrinha, em decorrência das secas e geadas que atingiram o Paraná em 2000.
Segundo o presidente do Sindicato Rural, Mário Zanatta, o objetivo da reunião é mobilizar os agricultores para juntos pressionarem o governo federal a liberar os recursos das indenizações. A entidade pretende elaborar um documento com com assinaturas dos agricultores lesados. Sindicatos rurais de Bela Vista do Paraíso, Primeiro de Maio e Ibiporã também foram convidados a participar da reunião.
A assessoria de imprensa da Cosesp informou que a empresa está esperando para este mês a aprovação de um projeto de lei que viabilizará o repasse de recursos da União para o Fundo de Estabilização de Seguros Rurais (FESR), para começar o pagamento das apólices. Do total de oito mil apólices a serem pagas, 60% são provenientes do Paraná, volume estimado em R$ 70 milhões.
Excesso de sinistros No ano passado, com a ocorrência de secas e geadas acentuadas nos Estados do Paraná e São Paulo, o volume de sinistros foi tão grande que a Cosesp teve que acionar, pela primeira vez em 33 anos de mercado, recursos do Fundo de Estabilização de Seguros Rurais (FESR) para indenizar os agricultores. Segundo o Conselho Nacional de Seguros Privados, o Fundo deve ser acionado pelas seguradoras em situação de catástrofe, quando as indenizações são derivadas de um mesmo sinistro, ou de uma série de sinistros decorrentes de um mesmo evento, que ultrapassem o valor de R$ 470 mil. Foi a situção ocorrida no ano passado, quando o volume das indenizações chegou a R$ 130 milhões, com cerca de 20 mil apólices nos dois Estados. No final de outubro de 2000, um projeto de lei garantiu a liberação de recursos da União, que foram suficientes para pagar 11 mil apólices.


