A Justiça do Trabalho determinou o bloqueio de contas e de aplicações financeiras dos sócios da construtora Iguaçu do Brasil, mas não encontrou recursos para pagamento de direitos trabalhistas a 60 funcionários. O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e do Mobiliário de Londrina e Região (Sintracom) ganhou prazo de 30 dias para apontar nova forma de ressarcimento por parte da empresa, denunciada pela venda irregular de residências em Londrina.
A dívida pode chegar a R$ 1 milhão. O advogado do Sintracom, Jorge Custódio, pretende pedir a inclusão na ação do empresário apontado como sócio oculto da Iguaçu, Guidimar dos Anjos Guimarães, e da empresa dele, Guidimar Guimarães Consultoria e Desenvolvimento de Negócios.
Custódio afirma que o advogado que defende a Iguaçu e Guimarães no caso, Celso Luiz Tenório Araújo, já pediu a revogação do bloqueio das contas. Araújo foi procurado no escritório dele ontem, mas não respondeu à reportagem até o fechamento desta edição.
De propriedade do ex-prefeito de Mandaguari Carlos Alberto Campos de Oliveira, a construtora foi denunciada no ano passado pela venda irregular de imóveis a mais de 600 pessoas, com prejuízo superior a R$ 60 milhões. Oliveira e mais cinco pessoas chegaram a ser presas e hoje enfrentam processos criminais, cíveis e trabalhistas.

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