Curitiba O Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge) vai alertar a população sobre o aumento das contas de telefones residenciais. De acordo com o engenheiro Victor Barnech Campani, a população que utiliza uma estrutura já existente antes da privatização das teles, está pagando mais caro pelo telefone do que as grandes corporações que usam mais os sistemas sofisticados de DDD (Discagem Direta à Distância) e DDI (Discagem Direta Internacional).
Isso está acontecendo porque a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vem sendo ''permissiva'' em aumentar os valores da assinatura básica e das ligações locais que oneram o orçamento das famílias, afirma Campani. Ele destaca que entre 60% a 70% do valor arrecadado pelas empresas de telefonia fixa estão no custo da assinatura básica e das ligações locais.
De acordo com levantamento do Senge, entre junho de 1998 e junho de 2002 o custo da assinatura básica de telefone passou de R$ $ 13,67 para R$ 27,00, um aumento de 97,88%. Nesse período, o aumento da inflação foi de 28%, conforme cálculos do sindicato. No último reajuste da telefonia, o item assinatura foi o que teve maior índice, de 14%.
A Anatel autorizou reajuste total de 8,3%, mas permite que as empresas de telefonia distribuam esse aumento como querem entre os vários itens da cesta de serviços da telefonia. As tarifas de interurbanos nacionais tiveram reajuste de 5,02% e as tarifas de DDI tiveram de redução de 7,01%.
Segundo o Senge, os valores das ligações por orelhão subiram 8.233,33%. Enquanto isso, nas ligações de DDD e DDI, sobre as quais as empresas têm maior poder de pressão sobre a Anatel, os reajustes estão com índices abaixo da inflação, afirma Campani.

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