Sindicato alerta para aumento de casos de Covid-19 em agências bancárias


Viviani Costa - Grupo Folha
Viviani Costa - Grupo Folha

O Sindicato dos Bancários de Londrina e Região registrou 15 casos positivos de Covid-19 em trabalhadores do setor, além de 259 casos suspeitos da doença desde o início da pandemia. Ao todo, 13 agências bancárias precisaram ser fechadas temporariamente logo após a confirmação ou suspeita de casos do novo coronavírus.


Sindicato alerta para aumento de casos de Covid-19 em agências bancárias
Gilson Abreu/AEN
 


O diretor financeiro do sindicato, Laurito Lira Filho, afirma que a quantidade de confirmações de Covid-19 entre os funcionários aumentou de cinco para 14 em Londrina, desde o dia 8 de julho. Um caso também foi constatado em um bancário que trabalha na cidade de Rolândia, Região Metropolitana de Londrina.




“A posição dos bancos, negocialmente, é que eles só vão cumprir o que estiver em decreto. Muitas condutas do dia a dia para lidar com os clientes, por exemplo, e as próprias adaptações na rotina de trabalho estão previstas em notas orientativas ou técnicas”, destaca.


Nesta semana, duas agências do Bradesco (uma na rua Minas Gerais e outra na Avenida Higienópolis) foram fechadas após a identificação de casos positivos entre os funcionários. De acordo com o sindicato, os locais foram sanitizados para evitar novas contaminações. Conforme Lira Filho, o banco liberou recentemente a realização de testes para os funcionários que atuam em todo o país. Dessa forma será possível identificar casos assintomáticos e evitar novas contaminações.


As demais agências fechadas ao longo da pandemia também foram higienizadas e sanitizadas. O atendimento foi retomado em menos de três dias com a substituição de funcionários por uma equipe de contingência. Os trabalhadores com confirmação da doença foram afastados das atividades. Além de Londrina e Rolândia, os casos positivos de Covid-19 foram identificados em agências de Cambé, Ibiporã e Jaguapitã.


Medidas preventivas foram negociadas com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos). No entanto, as condutas não são respeitadas em algumas cidades ou agências. O sindicato tem formalizado denúncias e já ingressou com processos judiciais.


O diretor financeiro relata problemas como a falta de termômetros para verificar a temperatura dos clientes e funcionários, a demora na comunicação ao município sobre a quantidade de casos confirmados nas agências e até a permanência de metas de trabalho para os bancários consideradas abusivas em meio à pandemia.


No caso de Londrina, os representantes do sindicato solicitaram à prefeitura que estabeleça as medidas de prevenção em decreto municipal, numa tentativa de conter o avanço da Covid-19.


“Uma lista com os nomes de todos os clientes atendidos pelos funcionários, por exemplo, pode ser necessária quando há a confirmação de Covid-19. O cliente poderia ser avisado para monitorar possíveis sintomas e procurar o serviço de saúde”, aponta.


Aposentados e idosos têm sido atendidos nas primeiras horas após a abertura das agências. Porém, segundo ele, a aglomeração do público em geral é constante no restante do expediente principalmente para a realização de serviços considerados não essenciais.


Em nota, a assessoria de imprensa da Febraban informou que, desde março, "os bancos criaram duas mesas de negociação nacional permanentes sobre Covid-19 em conjunto com as mais de duzentas entidades sindicais que representam os 450 mil bancários do país. Esse fórum tinha como objetivo a elaboração de medidas para garantir a proteção da saúde dos bancários. Tão logo a pandemia foi decretada, cerca de 230 mil bancários, o que representa mais da metade do total de trabalhadores do setor, entraram no sistema de home office".




Conforme a Febraban, as instituições bancárias disponibilizaram a testagem para 100% dos seus empregados e, em alguns casos, os funcionários também passaram a contar com serviços de telemedicina. Orientações de prevenção também foram repassadas para proteger os trabalhadores do setor.

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