Curitiba - O presidente do Sindicato da Indústria de Carne do Paraná (Sindicarne-PR) e da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, afirmou que falta uma atitude mais firme por parte do governo brasileiro em relação ao embargo russo.
Para ele, a explicação que a Rússia apresentou para barrar as exportações brasileiras não é condizente com a realidade das empresas do País e dos órgãos públicos que fiscalizam a atividade. Na opinião de Salazar, a questão é política.
Ele lembrou que os russos pretendem entrar na Organização Mundial de Comércio (OMC) e, para isso, precisam do apoio do Brasil. Por sua vez, os brasileiros têm sido reticentes em relação a isso. Por conta disso, teriam decidido retaliar através do embargo às carnes brasileiras.
De acordo com levantamento realizado pelo Sindicarne-PR, no primeiro semestre do ano passado, o Paraná exportou um total de US$ 52,3 milhões em carnes para a Rússia. A maior parte foi de carne suína que atingiu um montante de US$ 35,8 milhões, seguida de carne bovina (US$ 14,6 milhões) e de aves (US$ 1,794 milhão).
A chefe do serviço de inspeção de produtos de origem animal do Ministério da Agricultura no Paraná, Maria do Rocio Nascimento, disse que o maior prejuízo é para os suinocultores já que as exportações deles dependem basicamente da Rússia. (A.B.)

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