Sindicalistas promovem 'churrasco dos juros baixos'
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
André Amorim com Agência Estado<br> Equipe da Folha 
Brasília - Sindicalistas fizeram ontem um protesto em frente à sede do Banco Central (BC), em Brasília, contra os juros altos. Cerca de 100 manifestantes reunidos em um improvisado churrasco de sardinha pediam a redução da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 13,75% ao ano. Uma decisão sobre os juros seria anunciada no início da noite pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no encerramento da reunião iniciada na terça-feira.
O principal alvo dos manifestantes foi o presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles. Manifestações semelhantes ocorreram também em outras 10 capitais brasileiras que possuem sede do BC.
Em Curitiba, a mobilização reuniu a Força Sindical do Paraná, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outros órgãos sindicais e de defesa dos direitos dos trabalhadores. Segundo o presidente da CUT no Paraná, Roni Anderson Barbosa, a taxa de juros brasileira ''é a mais alta do mundo'' e sua redução incentivaria a produção, o consumo e aqueceria a economia.
Segundo Barbosa, a CUT havia proposto uma redução na taxa básica de no mínimo 2%. O percentual foi discutido em reunião com o presidente Lula na segunda-feira ''A CUT propôs e o governo acatou'', afirmou ele.
Barbosa adiantou que pretende marcar uma audiência com o governador Roberto Requião para discutir medidas locais para minimizar os efeitos da crise econômica mundial, como a redução de tributos estaduais, como o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e medidas para gerar mais empregos.
A geração e a manutenção dos empregos foi outro tema defendido pelos manifestantes. A CUT é favorável à redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais mas sem a redução dos salários e benefícios. Na avaliação de Barbosa essas mudanças seriam possíveis pois diversos setores da economia, como a indústria e o setor bancário, obtiveram altos lucros nos últimos anos e, portanto, teriam condições de realizar esses ajustes sem prejuízos maiores.


