Sindicalistas fazem protestos contra o acordo
Debaixo de chuva, cerca de 8.000 pessoas, em estimativas não-oficiais, participaram ontem em Buenos Aires da primeira e barulhenta manifestação contra a formação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas).
Convocado pela ala oficial da CGT, o protesto reuniu trabalhadores majoritariamente ligados aos setores de comércio e serviços, do cultivo de tabaco e da construção civil. Não foram registrados incidentes.
O barulho deve aumentar hoje quando as outras duas grandes entidades sindicais locais comandarão protestos exigindo, no mínimo, que ocorra um plebiscito em todos os países do continente para definir o ingresso na Alca.
A CGT dissidente, liderada por Hugo Moyano fará seu ato na Praça de Maio, palco histórico de manifestações populares, defronte à Casa Rosada, a sede do governo.
A CTA (Central dos Trabalhadores Argentinos) pretende ir mais longe: com o apoio de sindicatos da América do Sul (entre eles três do Brasil) e mesmo do Canadá e dos EUA, de partidos de esquerda, ONGs e entidades ambientalistas promete uma manifestação na frente do hotel em que ocorre o Fórum Empresarial das Américas.





