Curitiba- O presidente do Conselho de Política Automotiva e assessor especial do governador Roberto Requião, Mário Lobo, pretende marcar uma reunião nesta semana para discutir a situação dos fornecedores da Volkswagen com a crise da montadora. Além disso, o encontro teria como objetivo obter uma resposta da companhia sobre a audiência pública que aconteceu na Câmara dos Deputados no dia 12 de julho.
Na ocasião, os participantes da audiência, entre eles, alguns deputados federais, cobraram da montadora soluções para tentar minimizar o corte de funcionários anunciado dentro do plano de reestruturação da companhia.
Uma das pessoas que deve participar da reunião para discutir a situação dos fornecedores da Volks é o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná (Sindimetal-PR), Roberto Karam. Por conta da crise, a empresa Kromberg e Schubert que produz chicotes elétricos em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) está em fase final de operações e vai fechar as portas.
Esta companhia tinha a Volkswagen como cliente principal e agora transferiu a produção do Paraná para Itatiba (SP). A empresa iniciou as operações no Estado em 1998 e tinha 1.300 funcionários. Agora, apenas dez trabalhadores estão na unidade do Paraná para cuidar da transferência das operações.
A Kromberg não conseguiu renovar o contrato com a Volks para o fornecimento de chicotes elétricos para o modelo Fox. Além disso, a fornecedora tinha um custo de produção e de mão-de-obra altos no Paraná.
Há informações extra-oficiais de que a fabricante de retrovisores Metagal, localizada em São José dos Pinhais, teria iniciado um processo de demissões com o corte de 11 funcionários. Segundo informações do setor, a empresa estaria diminuindo a produção mas, não fecharia a unidade.
O presidente do Sindimetal, Roberto Karam ressaltou que se a Volks não conseguir reativar a exportação, a cadeia produtiva do Paraná será atingida diretamente e terá que demitir. O setor automotivo de fornecedores do Paraná conta com 53 empresas multinacionais e 18 nacionais. A cadeia produtiva toda emprega 25 mil a 30 mil pessoas e 25% delas podem perder os empregos caso a Volks feche as portas.
Mário Lobo lembrou que o governo do Estado vem conversando há um tempo com a Volks para discutir a reestruturação. ''Estivemos em Brasília na audiência pública com os deputados federais mas a montadora repetiu todas a informações do plano de reestruturação'', disse.

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