Sindicalistas apóiam proposta
de reajuste da Volks, de 10,5%
A proposta de reajuste salarial feita pela Volkswagen para os metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Taubaté, em São Paulo, será aprovada hoje em assembléia com os funcionários da empresa. A intenção foi confirmada ontem pelos sindicalistas ligados aos metalúrgicos de São Paulo, que estiveram em Curitiba para acompanhar a greve nas montadoras paranaenses. Os três sindicalistas presentes apoiaram a proposta da Volkswagen e consideram uma vitória obter um reajuste salarial de 10,5%. Eles querem agora que seja aprovado um contrato coletivo de trabalho para vigorar em todo o País.
‘‘Temos que levar em conta que há alguns anos nós não conseguíamos sequer repor a inflação, por isso fomos vitoriosos’’, afirmou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira. Ele ressaltou, no entanto, que é necessário conseguir o acordo coletivo nacional, para que todas as demais montadoras sejam beneficiadas. Pereira criticou as negociações isoladas que estão sendo fechadas. Já foram feitos acordos com a Ford e com a Scania, que deram reposições de 10%.
O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Egberto Guiba, disse que a decisão da Volkswagen ficou dentro das expectativas. Mas ele quer que haja a adesão das demais montadoras. ‘‘Queremos agora a Fiat, a Renault, a Audi e a Volvo. Elas serão o nosso foco agora. Queremos a redução da jornada de trabalho e o reajuste salarial’’, afirmou Guiba. Ele disse que o Paraná poderá dar reajuste semelhantes aos de São Paulo, pois as perdas salariais são idênticas.
A intenção dos sindicalistas é concentrar esforços contra a Fiat, que até agora não sinalizou com proposta de aumento. ‘‘A repressão da Fiat é muito forte, mas vamos enfrentar com força também’’, ameaçou o sindicalista. Na próxima semana, eles pretendem fechar a Avenida Paulista com os antigos carros Fiat 147. (C.M.)

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