O final de setembro chega com apreensão para os funcionários públicos e aposentados que recebem seus dividendos nos próximos dias. Com a manutenção da greve dos bancários, muitos temem que os pagamentos sejam prejudicados. Essa possibilidade foi rejeitada, ontem à tarde, pelo presidente do sindicato em Londrina, Geraldo dos Santos, ao garantir o atendimento à população. ''Não é interesse nosso tumultuar a vida dessas pessoas. Vamos discutir em assembléia como será o funcionamento de agências estratégicas'', adiantou o sindicalista por volta das 19 horas.
Ontem à tarde, o secretário municipal de Fazenda Wilson Sella disse que os trâmites para o depósito dos servidores seria discutido, hoje, com a Caixa Econômica Federal. A assessoria do banco, no entanto, informou que o processo transcorrerá como sempre. ''Não acredito que os bancos usem isso para atingir nosso movimento'', disse Santos ao lembrar que os funcionários da Caixa mantém a paralisação apesar do interdito proibitório conquistado anteontem.
A exemplo de outros bancos em vários Estados, o Itaú, em Londrina, tentou furar a greve intimando seus funcionários a comparecer ao trabalho às 6 horas. Sabendo disso, sindicalistas chegaram às agências mais cedo e impediram a entrada. Mais tarde, o sindicato dos bancários comunicou o fato à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e pediu fiscalização sobre o cartão-ponto do banco.
A adesão à greve, deflagrada no último dia 21 na base de Londrina, atinge 52 das 108 agências existentes nos 26 municípios que a compõem.

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