Curitiba O sindicalista Eustáquio dos Santos foi detido ontem por policiais militares em frente à agência da Caixa Econômica Federal, na Praça Carlos Gomes, centro de Curitiba. Os funcionários da Caixa estão em greve desde sexta-feira. Por volta das 5 horas, os sindicalistas fecharam as portas da agência e colocaram faixas alertando sobre a paralisação por tempo indeterminado.
Uma hora depois, uma secretária da gerência administrativa chegou e tentou furar a greve. ''Tentamos explicar para ela que o que a gente estava fazendo era ratificar a vontade da maioria dos funcionários da Caixa em assembléia e ela alegou que chamaria a polícia'', contou Marisa Stédile, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana. Na assembléia, os economiários decidiram continuar em greve por tempo indeterminado por uma diferença de 206 votos a favor, cinco contra a greve e nove abstenções.
Duas viaturas da Polícia Militar (PM) foram atender a ocorrência. Ficou acordado que a funcionária entraria para o trabalho em horário normal de expediente, a partir das 9 horas. No entanto, de acordo com Marisa Stédile, a secretária teria iniciado uma ofensiva contra a greve, convocando zeladoras para entrarem no prédio e fazer o horário normal de trabalho. ''Foi aí que se iniciou novamente um bate-boca. Os policiais militares se envolveram na discussão e prenderam o sindicalista, que não queria deixar que as funcionárias entrassem no prédio central'', relatou.
Santos foi levado à Central Integrada de Polícia, onde foi liberado logo em seguida.
Ontem, as agências da Caixa no litoral do Estado também aderiram ao movimento grevista. Os economiários reivindicam o cumprimento do acordo coletivo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que prevê 12,6% de reposição salarial, abono de R$ 1,5 mil e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos bancos públicos.

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