Curitiba - Osvaldo Martins, secretário do Sindicato dos Arrumadores do Porto de Paranaguá, disse ontem que a diretoria da entidade desconhece qualquer prática de crimes em prédios na Avenida Portuária ocupados por membros do sindicato e do Sindicato dos Estivadores do porto. Anteontem, as polícias Federal (PF) e Militar (PM) realizaram uma ação, batizada de Operação Estiva, nas construções citadas.
Nos locais, foram apreendidos dinheiro, chaves de carro, drogas, armas e objetos que teriam sido roubados durante saque e incêndio na sede do Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo), em outubro do ano passado. Cinco pessoas que estavam utilizando entorpecentes nos prédios foram presas. A PF recebeu denúncia de que os locais seriam utilizados para tráfico de drogas, prostituição e pedofilia.
''No imóvel que ocupamos, há armários para troca de roupa dos associados, banheiros, farmácia e salões. Nós não sabemos se algum associado utilizava (as instalações) para praticar crimes'', afirmou Martins. Valmir Pires do Rosário, secretário do Sindicato dos Estivadores, disse que a direção da entidade se pronunciará oficialmente hoje.
''Tem muita coisa que apareceu na mídia que não corresponde à verdade. Estamos trabalhando para que sejam feitos os devidos esclarecimentos. Aqueles prédios são uma área aberta, à qual pessoas que não têm relação com os sindicatos têm acesso'', comentou Rosário.
O delegado da PF em Paranaguá, Paulo Vibrio Júnior, não havia retornado os contatos feitos pela reportagem até o fechamento desta edição.

mockup