Sindecolon recorre contra abertura do comércio
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terça-feira, 04 de dezembro de 2012
Nelson Bortolin <br> <br> Reportagem Local 
O Sindicato dos Empregados do Comércio de Londrina (Sindecolon) recorreu ontem da liminar que garante a abertura das lojas em horário especial de amanhã até a véspera do Natal. O recurso foi protocolado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Curitiba, e a entidade espera uma decisão para hoje.
A liminar, obtida na sexta-feira pelo sindicato patronal (Sincoval), permite o funcionamento do comércio das 9 às 22 horas, de segunda a sexta-feira, e das 9 às 18 horas, aos sábados. Também autoriza as lojas a abrirem dia 23 de dezembro (domingo), das 10 às 18 horas, e no dia 24, das 9 às 17 horas.
''Estamos abertos a negociações, mas os patrões resolveram ir à Justiça. Ficamos preocupados porque não se trata de decidir apenas o horário de dezembro, mas também de todas as datas promocionais do ano que vem'', disse o presidente do Sindecolon, José Lima Nascimento.
O impasse entre patrões e empregados ocorre porque eles não chegaram a um acordo para renovar a Convenção Coletiva do Trabalho, vencida em maio. É nela que estão previstos os horários especiais de trabalho. A principal divergência é quanto ao funcionamento das lojas aos sábados. O Código de Posturas do Município autoriza a abertura até às 18 horas no primeiro e no segundo sábados após o quinta dia útil de cada mês. Os empresários querem a mesma condição para o terceiro sábado.
Nascimento diz que o Sincoval chegou a propor uma remuneração de R$ 40 mais R$ 11 de tíquete-refeição quem trabalhar neste dia. ''Nós pedíamos um pouco mais, mas acabamos aceitando esses valores. Acontece que os patrões retiraram a proposta depois que os empregados aceitaram'', afirma.
O diretor financeiro do Sincoval, Roberto Martins, nega que os valores tenham sido propostos oficialmente aos empregados. De acordo com ele, a proposta dos patrões é que um dia de folga aos funcionários na semana subsequente ao terceiro sábado trabalhado. ''Oferecemos um dia inteiro de folga em troca de meio dia de trabalho. Mas o sindicato dos empregados não aceitou.''


