Sincoval discute reajuste
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sábado, 24 de outubro de 2009
Gisele Mendonça<BR>Reportagem Local 
O Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval) realiza assembléia nesta segunda-feira, às 19 horas, na sede da entidade. O objetivo é colocar em pauta os pontos que emperram o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho do Comércio Varejista de Londrina e Região 2009/2010, em discussão há cinco meses. As divergências estão no reajuste do piso salarial - hoje fixado em R$ 523 - e no funcionamento das lojas aos sábados.
0 Sindicato dos Empregados reivindica piso salarial de R$ 611 - um aumento em torno de 17% - e o Sincoval oferce R$ 595 - cerca de 13%. A classe patronal, porém, aceita os R$ 611 caso o comércio passe a ter liberdade de horário em todos os sábados do mês. Os empregados não concordam e propõem acordo individualizado com o empregador que quiser abrir a loja até mais tarde. Hoje, o comércio funciona até às 18 horas nos primeiros dois sábados do mês.
A convenção 2008/2009 expirou em 30 de abril e pela falta de acordo entre as partes houve intervenção da Gerência Regional do Trabalho de Londrina, que realizou diversas reuniões com os dois sindicatos. Mesmo assim, não houve acordo. Um dos caminhos seria ajuizar dissídio na Justiça do Trabalho, mas a classe patronal não concorda. ''Para haver dissídio, as duas partes precisam concordar. Vamos ver agora o que eles (patronal) vão decidir em assembleia'', explica Rogério Perez, chefe da fiscalização da Gerência Regional do Trabalho.
A presidente do Sincoval, Nájila Nabhan, argumenta que os empregadores não estão preparados para um aumento de 17%. ''Não houve inflação (no período) para tudo isso. Seria um impacto muito grande na folha de pagamento e provocaria demissões no setor'', diz. Ela reforça que os lojistas aceitam o reajuste desde que haja liberdade de horário nos quatros sábados do mês.
''A nossa proposta é que o funcionamento aos sábados seja facultativo, ou seja, abre quem quer. Essa liberdade é importante para o setor'', destaca, informando que, avaliando caso a caso, os patrões iriam oferecer hora-extra, revezamento de horário ou folga aos funcionários.
Manoel Teodoro da Silva, vice-presidente do Sindicato dos Empregados, afirma que a convenção coletiva que expirou em maio já previa a flexibilidade de horário aos sábados, com negociação caso a caso. ''Queremos que continue assim'', diz. Segundo ele, a categoria não abre mão dos 17% de reajuste. ''O salário está defasado. Como explicar para um funcionário, que trabalha o dia todo em pé, que ele vai ganhar abaixo do salário mínimo do Requião?''.


