O diretor do Sindicato dos Contabilistas de Londrina (Sincolon), Geraldo Sapateiro, ressalta que o programa Nota Londrina, além de beneficiar os contribuintes pessoa física, será importante para os condomínios comerciais e residenciais. Esses empreendimentos poderão acumular crédito em serviços de jardinagem, pintura, e de manutenção de elevador e de piscina. "Os condomínios contratam muitos serviços, estão sempre precisando de reparos", afirma.
Durante a entrevista para a FOLHA, Sapateiro fez um cálculo rápido com dados de um condomínio para o qual a empresa dele presta serviços, incluindo somente serviços simples como jardinagem, elevador, contador e piscina. Em um ano, haveria um crédito de R$ 144. "Pode parecer pouco, mas já paga um mês da jardinagem", declara. Para aproveitar o benefício, segundo o projeto, os condomínios precisam ter CNPJ.
O contador Jonathas de Oliveira, que também faz parte da diretoria do Sincolon, participou da elaboração do pré-projeto do Nota Londrina ainda no começo do ano. "Os serviços são um setor que pouco dá nota fiscal. Ninguém costuma pedir nota no cabeleireiro ou no mecânico. Quando o programa virar lei, vão pedir", afirma. De acordo com ele, a Prefeitura tem o dever de procurar arrecadar mais e o contribuinte de "cumprir sua cidadania", exigindo nota fiscal. (N.B.)

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