Sinais de corte de juros animam mercados
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quinta-feira, 16 de maio de 2002
Agência Esado 
São Paulo - O mercado teve ontem um dia muito positivo, embalado por declarações do ministro Pedro Malan e do diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, sugerindo - na visão dos investidores - que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá cortar a taxa Selic na reunião da semana que vem.
As projeções de juros recuaram com força e o dólar fechou em baixa de 1,56%, cotado a R$ 2,467. O risco País também caiu, baixando de 921 para 905 pontos (9,05 pontos porcentuais acima dos títulos do Tesouro americano).
Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Malan disse que a trajetória dos juros é declinante, acrescentando que o BC analisa a tendência da inflação não apenas no ano em curso, mas num prazo mais longo, de 18 meses a 24 meses. Goldfajn, por sua vez, disse que a desaceleração da economia registrada em março não foi um ponto fora da curva, e relativizou o impacto da recente alta do dólar sobre o inflação.
A combinação das duas declarações levou parte do mercado a acreditar que um corte da Selic, atualmente em 18,5% ao ano, é possível, embora essa aposta não seja unânime. O resultado foi uma queda das projeções de juros. A taxa dos contratos futuros de DI para abril de 2003, um dos mais negociados, recuou de 19,96% para 19,57% ao ano.
O ex-presidente do BC Affonso Celso Pastore também teve uma percepção parecida com a de muitos investidores, afirmando que Goldfajn indicou que a autoridade monetária poderá reduzir os juros. Ele se esquivou, no entanto, de apostar se o Copom vai ou não baixar a Selic na semana que vem. Eu, sinceramente, não sei o que vai acontecer. Estou curioso.
O diretor de Tesouraria do banco Lloyds TSB, Pedro Thomazoni, disse que a perspectiva de um corte dos juros realmente animou o mercado, que aproveitou a trégua para dar continuidade ao movimento de correção de preços iniciado na terça-feira.


