Simpósio quer estimular consumo de carne suína
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de junho de 1997
Guto Rocha 
O consumo per capita de carne suína no Brasil é de 10 kg/ano contra 52 kg/ano na Espanha e 64 kg/ano na Dinamarca. Segundo o assessor da diretoria do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul, Ivan Leonardo Dienstmann, o baixo consumo de carne suína no País é provocado pelo preconceito e falta de informação. O preconceito é provocado principalmente por causa do colesterol, que muitos acreditam ser muito maior nas carnes suínas do que as de outros animais, o que não é verdade, afirma.
Para desmistificar alguns preconceitos que limitam o consumo de carne suína no Brasil e mostrar o potencial da produção de suínos no Sul do País, as Associações de Produtores e pelos sindicatos das Indústrias de Produtos Suínos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul promovem nos dias 30 de junho e 1º de julho, em Porto Alegre, o Simpósio Brasileiro de Suinocultura.
Proteínas Dienstmann afirma que a carne suína apresenta alto teor de proteína em relação a outros animais. Um estudo realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostra que a carne suína representa 42,1% das fontes de proteínas animais, contra 29,7% da carne bovina, compara.
Para conquistar o consumidor brasileiro, Dienstmann diz que umas das estratégias que podem vir a ser adotadas é a criação de um fundo para divulgar o produto. Através de contribuições dos vários segmentos do setor, seria possível fazer campanhas para estimular o consumo, comenta.
Além do mercado interno, o simpósio quer debater o potencial que a produção do Sul do País tem no mercado externo. Segundo Dienstmann, o Brasil exporta apenas 60 mil toneladas de carne suína por ano. Nós temos grande potencial no mercado externo. A Itália, por exemplo, importa 400 mil toneladas de carne por ano, e está interessada em comprar carne da gente, afirma.
Mercado externo Segundo Dienstmann, os três estados do Sul do País têm condições de competirr no mercado externo no que diz respeito às questões sanitárias. A região Sul já é reconhecida como zona livre de peste suína clássica, todas as etapas exigidas já foram completadas. Falta apenas a certificação, que deve acontecer ainda este ano, afirma. Ele diz que a doença não é registrada há mais de cinco anos nos três estados do Sul.
No ano passado, o Brasil produziu 13,49 milhões de cabeças de suínos inspecionados, segundo Dienstmann. Deste total, a região Sul foi responsável por 88%, sendo que o Rio Grande do Sul produziu 25,2%, Santa Catarina, 45,5% e o Paraná 18,1%.
As inscrições para o simpósio estão abertas e são gratuitas. Durante o evento serão debatidos os seguintes temas: Excelência da Carne Suína, Aspectos nutricionais, Tendências Mundiais e Principais mercados e Marketing da Carne Suína. As inscrições podem ser feitas pelos telefones (051) 221/5472 e 226-8095.


