Simpósio discute benefícios do café
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segunda-feira, 02 de maio de 2005
Da redação 
''Café e saúde'' é um dos painéis mais esperados do IV Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café e organizado pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Embrapa-Café. O evento começou ontem e prossegue até quinta-feira no Centro de Exposições e Eventos de Londrina.
O debate sobre saúde acontecerá hoje, a partir das 8h30, quando serão realizadas as palestras ''O efeito do café no sistema hepático'', por Tasso Moraes, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); ''Café e coração'', pelo cardiologista Luiz Antonio Machado César, do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo e ''O café na saúde dos jovens'', pelo neurologista Darcy Lima, professor de Farmacologia Clínica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Pesquisas científicas realizadas no Brasil, Estados Unidos, Japão e Europa vêm mostrando que o café possui propriedades medicinais importantes. A ciência está desmistificando a fama do café como uma planta psicotrópica (efeito associado à presença de cafeína), diz Roberto Passarinho, gerente adjunto técnico da Embrapa Café, ao considerar o simpósio de Londrina como o fórum ideal para discutir o assunto. Segundo ele, a idéia antiga de que o café era composto apenas de cafeína é responsável por este preconceito de que a bebida é nociva à sa© úde, como excitante e causador de dependência.
Hoje os pesquisadores sabem que, administrada em doses moderadas (3 a 4 xícaras de café por dia), a cafeína não oferece risco à sa© úde humana. Estudos realizados nas últimas duas décadas mostram que a cafeína estimula naturalmente a atenção, a concentração, a memória e o aprendizado escolar.
Pesquisas recentes mostram também que os ácidos clorogênicos e serotoninas, substâncias presentes no café, após a torrefação, possuem relevantes efeitos antioxidantes, que podem prevenir males como as doenças cardiovasculares, câncer de cólon e outros. Mas o que realmente está surpreendendo os cientistas é o fato de que estas substâncias atuam no sistema nervoso central, modulando o estado de humor e, desta forma, prevenindo a ocorrência da depressão e suas consequências (tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas e suicídio).


