Simples terá adesão compulsória
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terça-feira, 18 de março de 1997
Carmem Murara Sucursal de Curitiba 
Arquivo FolhaResposta automáticaReni Pires: Se as empresas não se manifestarem, ficará implícito que estão adotando o Simples ParanáA Receita Estadual começará a mandar cartas para todas as 180 mil micro e pequenas empresas credenciadas a recolher impostos através do Simples Paraná, até o final desta semana. A carta alertará os empresários da necessidade de cada um deles se manifestar se quer ou não pagar o ICMS pelo sistema simplificado. Quem não responder o chamado da Receita será enquadrado automaticamente no novo sistema tributário. O Simples Paraná foi regulamentado nesta segunda-feira e passa a valer a partir de 1º de abril.
O superintendente da Receita Estadual, Reni Pires, disse que todos os empresários serão enquadrados no Simples para que possam começar a fazer o pagamento simplificado a partir do próximo mês. Se as empresas não se manifestarem ficará implícito que elas estão adotando o Simples Paraná, afirmou Pires. O prazo para a opção vai até o dia 31 de maio. A empresa pode escolher entre ficar com o Simples Paraná, com o Simples do governo federal ou com o sistema antigo de tributação.
Com a adesão compulsória, o governo acredita que a maioria das micro e pequenas empresas ficará com o Simples Paraná. Os representantes das associações comerciais e da indústria também apostam numa adesão maciça. Em poucos meses, teremos quase 90% dos empresários recolhendo imposto através do Simples, aposta o presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Paraná, Farage Curi. Ele acha que os empresários se sentirão estimulados a aderir ao novo regime tributário para sair da clandestinidade.
Hoje, muitas empresas preferem ficar enquadradas na categoria de micro para evitar o pagamento de tributos cobrados das pequenas e médias empresas. Com o Simples Paraná elas irão descontar R$ 28,08 mensais, taxa que equivale a uma Unidade Padrão Fiscal do Paraná. É preferível pagar a tarifa mínima e ficar livre dos constantes fiscais que às vezes querem levar dinheiro dos empresários, afirmou o presidente da Federação do Comércio Varejista, Rubens Brustolin, ao se referir a achaques sofridos por empresários.


