São Paulo - A demora na correção da tabela do Simples, o sistema de tributação que substituiu seis tributos federais por um único, fez com que as micro e pequenas empresas enquadradas no sistema pagassem o dobro de tributos em nove anos. De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em 97, a arrecadação com o Simples correspondia a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) o equivalente a R$ 2,652 bilhões. No ano passado, o percentual saltou para 0,61% do PIB ou R$ 11,795 bilhões.
No dia 29 de dezembro, o governo editou uma medida provisória que criou percentuais adicionais sobre a receita bruta anual acima de R$ 1,2 milhão. Assim, com a criação de dez novas faixas, a alíquota máxima passou de 8,6%, para 12,6%. Segundo o IBPT, as novas alíquotas praticamente anularam os benefícios concedidos pela lei que foi aprovada no Congresso. ''Não mudou nada para os 3,5 milhões de empresas já existentes que não tiveram vantagem financeira, pelo contrário, acabaram pagando mais'', afirmou Gilberto Amaral, do IBPT.
A OAB-SP, o IBPT, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a Força Sindical, o Sindicato das Empresas de Serviços Contáveis e das Empresas de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon), entre outras entidades, realizaram ontem ato em São Paulo contra a medida provisória que regulamentou o Simples.

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