Simbolismo tem ganhado mais importância
Há cerca de 8 anos, a Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal) pediu o registro da marca Mater Dei - nome de um dos seus hospitais. Mas recebeu uma oposição apresentada por outra instituição, de Belo Horizonte, que já a havia registrado. A sorte é que o hospital mineiro não tentou impedir que a Iscal continuasse a usar o nome.
Mesmo em instituições consideradas filantrópicas, as marcas têm muito valor. ''Sabemos que o hospital é bastante conhecido, mas nossa intenção era proteger a marca como bem patrimonial'', explicou a gerente executiva da Irmandade, Ana Paula Cantelmo Luz.
Todas as marcas das unidades da Iscal estão registradas e são acompanhadas pela Conceito Marcas e Patentes. Nos casos do Hospital Infantil e da Escola de Enfermagem, os registros são mistos, ou seja, valem tanto para os nomes como para as figuras. Já a do Mater Dei é só para o desenho, já que o nome pertence ao hospital mineiro. ''Estamos buscando valorizar cada vez mais o símbolo do hospital'', ressalta.
Com a fábrica de confecções infantis Sonhart, ocorre o contrário. É ela que tem impedido o uso de suas marcas no Brasil e no exterior por outras empresas. Além do nome, a Sonhart tem registrado os personagens que são estampados nas roupas de criança. ''A marca agrega valor aos nossos produtos. Vendemos também pela marca, não só pelos produtos'', afirma o diretor de Operações, Fernando Cyriaco.
Cliente da London Marcas e Patentes, ele diz que a tentativa de registro do nome Sonhart ou de alguma imitação, assim como o uso indevido dos personagens é frequente. ''Recentemente notificamos uma fábrica na Europa que estava utilizando nossos personagens. Lá as instituições agem rápido. Ameaçada de ser fechada, a empresa deixou de usar nossos desenhos'', conta. (N.B.)





