Sima ameniza a situação
O Sindicato da Indústria Moveleira de Arapongas (Sima) tem visto a crise financeira mundial com bastante cautela. Segundo o diretor executivo da entidade, Sílvio Luiz Pinetti, as vendas caíram como em qualquer outro setor, mas não da forma como se temia. Este mês, segundo ele, as vendas têm sido positivas, principalmente por conta da liberação do 13º salário.
Pinetti observou que em relação ao número maior de demissões do ano passado para este, a questão foi que o segmento empregou um número bem maior de pessoas antes de setembro, cerca de 28% a mais que o mesmo período de 2007.
Questionado sobre o porquê de o número de demissões ter sido maior que o de 2007 se houve tantas contratações, ele pontuou que seria uma ''acomodação natural do mercado'', descartando o efeito crise mundial. Quanto às empresas que estão encerrando as atividades, o diretor executivo afirmou que são firmas terceirizadas. Em relação às industrias que estariam passando por dificuldades, Pinetti disse que são problemas pontuais que vinham acontecendo antes da crise.
Sobre o volume de empresas que concedeu férias coletivas, ele informou que essa é uma medida normal e que nos últimos dois anos isso não ocorreu devido ao superaquecimento das vendas neste período.
Apesar de admitir que a crise provocou alguns problemas, ele apontou que o setor vai encerrar o ano com saldo positivo de exportação. O crescimento será em torno de 15% em relação ao ano passado. Na opinião de Pinetti, a crise não deverá atingir o setor se o varejo continuar liberando crédito na ponta. ''Se o consumidor continuar comprando os resultados do mercado mobiliário serão positivos'', completou.
Para o próximo ano, as expectativas do Sima são bastante positivas, principalmente porque será realizada no primeiro semestre a Movelpar, tradicional feira do setor, na cidade. O evento, segundo o diretor executivo, deverá impulsionar principalmente as exportações. Cerca de 18 países já foram confirmados para participar de rodadas de negócios durante a feira.
Pinetti comentou que o sindicato também tem feito algumas reivindicações para alavancar o setor. Eles estão pleiteando junto com algumas entidades de classes que o governo federal diminua os juros para o consumidor final, além de criar o ''Programa Casa Nova, Móveis Novos'', que tem por objetivo financiar móveis em conjunto com o financiamento da casa própria. A redução da Alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de 10% para 5%, sobre o setor de estofados e móveis tubulares também está na lista de pedidos. ''Todas essas medidas ajudariam a driblar a crise'', acrescentou. (E.Z.)





