Silvio Santos só aceitou vender o controle do Panamericano para o BTG Pactual após receber um telefonema do presidente do BC (Banco Central), Alexandre Tombini, no início da tarde de segunda-feira (31), dia em que o negócio foi anunciado. Até então, o empresário relutava em aceitar as condições da operação. O contrato foi assinado por volta das 20h30.

Segundo fontes que acompanharam as negociações, desde a confirmação do novo rombo (de R$ 1,5 bilhão), cerca de 10 dias atrás, Silvio mostrou-se irritado. Em diversas ocasiões, "trucou". O empresário dizia que, se as condições de venda não fossem mais favoráveis a ele, o BC poderia liquidar de vez o Panamericano. Procurada, a assessoria de Silvio não quis comentar. O BC não se pronunciou.

Em novembro, o fgc (Fundo Garantidor de Crédito) emprestou R$ 2,5 bilhões para cobrir um rombo no banco, descoberto em setembro pelo BC. Em troca, Silvio deu o patrimônio como garantia. O FGC é uma entidade mantida pelos bancos para garantir depósitos de correntistas em caso de quebra de banco.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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