Silvio Santos e Ratinho querem lojas Dudony
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Evandro Fadel<br> Agência Estado 
Curitiba - A rede de lojas Dudony, com sede em Maringá, que está em recuperação judicial desde 18 de dezembro de 2008, deve ser disputada por dois homens de televisão: Silvio Santos, animador e proprietário do SBT; e Carlos Roberto Massa, o Ratinho, que tem programa na mesma emissora e é dono da Rede Massa, no Estado. Uma possível definição pode começar a ser traçada no dia 16 de junho, quando uma assembleia dos credores apreciará a proposta de venda dos ativos. Os credores precisam aprovar qualquer medida que, depois, passa pela homologação
judicial.
O diretor jurídico da Dudony, Cleverson Colombo, disse ontem que o Baú Crediário, empresa do Grupo Silvio Santos, já tinha manifestado interesse e que conversas vinham sendo feitas. Em relação ao Grupo Massa, de Ratinho, ele manifestou surpresa. Para nós isso não existe, afirmou. Pelas informações que eu tenho não tem nada nesse aspecto. No entanto, a assessoria do apresentador confirmou o interesse. Ele (Ratinho) disse que estava interessado, entre outras razões por ser uma empresa com raízes no Paraná e atuação forte no Estado, disse a assessoria.
A Dudony, marca pertencente à Distribuidora Maringá de Eletrodomésticos (Dismar) e Markoeletro Comércio de Eletrodomésticos, é a maior rede varejista de móveis e eletrodomésticos do Paraná. De suas 110 lojas, 99 (17 delas virtuais, com vendas por catálogo) estão no Estado. As outras ficam distribuídas pelo interior de São Paulo. O grupo foi construído há 21 anos, mas dívidas de R$ 104 milhões levaram-no ao pedido de recuperação judicial, deferido pelo juízo da 1ªVara Cível de Maringá no final de 2008. No início do ano, houve uma tentativa frustrada de venda das lojas que estão em São Paulo.
Ao pedir a recuperação, a rede responsabilizou a crise econômica, que levou à restrição abrupta de linhas de crédito. O objetivo da medida era preservar as atividades comerciais, manter os 922 empregos diretos e garantir os interesses dos credores. A saída da venda é boa porque dará continuidade à atividade e manterá os empregos, destacou Colombo. Troca-se de mão, mas permanecem os ativos.
Caso isso não seja concretizado agora, a falência pode ser decretada. Mesmo reclamando da falta de capital de giro, a direção optou por manter as lojas abertas e garantir os empregos. A duras penas, salientou o diretor jurídico. Segundo ele, o valor dos ativos ainda depende de uma avaliação mais detalhada. Os principais credores são financeiras e fornecedores de linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) e linha marrom (aparelhos de TV, som e imagem).


