Silo secador, arma para vender melhor
A soja, independente das políticas governamentais, deixará menos lucro este ano em que o mercado promete preços baixos. Para o agricultor Stefan Stremlow, a tendência é que as margens de lucro das atividades produtivas sejam cada vez mais estreitas na economia globalizada. Quem produz tem que buscar eficiência (para reduzir os custos) e qualidade (para ser competitivo e ganhar mercado).
Um instrumento importante para aumentar a barganha no mercado é o silo secador, sugere Stefan, mesmo para quem entrega o produto visando negociar parceladamente. Uma vez entregue (na indústria ou cooperativa) a sua mercadoria vira uma commoditie e você perde o diferencial de qualidade. Uma coisa é você ter uma determinada quantidade de soja; outra é ter aquele lote de soja, que você elaborou durante os 120 dias da safra.
Não é por acaso que 75% dos produtores norte-americanos têm secadores na propriedade. É um investimento que se paga em dois anos e meio. Entre outras vantagens, Stefan diz que pode plantar feijão, num momento em que o mercado acena com bons preços. O silo secador reduz o risco econômico e abrevia a colheita. Posso colher com maior umidade, fugindo do risco no campo. Isto vale para o feijão, para a soja e, especialmente para o milho, segundo o produtor.
No caso da soja, Stefan diz que o silo secador aumenta a condição de grão vivo, o que pode conferir maior valor nutricional (e industrial) à matéria-prima. Tendo o silo secador na propriedade você pode colher o grão úmido e preservar a germinação aumentando o valor nutricional, o que acaba garantindo um diferencial nos preços; o mercado já acata esse diferencial, segundo o agricultor.
Há linhas de crédito para construção de silos secadores, com três anos de carência, cinco para amortizar a dívida e juros de 8,75% ao ano.





