Curitiba - Os operadores do Porto de Paranaguá estimam que o silo público esteja sem a soja convencional até a próxima quinta-feira. Só a partir de sexta-feira deverá ser colocada a soja transgênica neste local. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) iniciou a desocupação do silo para cumprir uma decisão da presidente do Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF4), desembargadora Silvia Maria Gonçalves Goraieb, proferida no último dia 20.
As 37.700 toneladas de soja convencional que estão no silo serão embarcadas em dois navios. O navio Song Hai já está atracado no corredor de exportação e começaria a carregar no início da noite de ontem. Esta embarcação veio de Santos e vai para a Holanda. O segundo navio é o Sibulk Premier e ontem ainda aguardava para atracar. Ele tem como origem Portland (EUA) e vai para a China.
Com a decisão do TRF4, o silo público será utilizado apenas para a armazenagem de soja geneticamente modificada. O advogado do Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop), Marcelo Teixeira, disse que a Appa está cumprindo a determinação do tribunal e que não apresentou nenhum tipo de impedimento.
Segundo ele, as novas cargas de soja convencional que chegarem ao porto poderão ser armazenadas em terminais privados de empresas como Cargill, Coamo, Cotriguaçu, CBL e Centro Sul. ''Há como separar os dois tipos de soja nos terminais inclusive com certificação de empresas internacionais. Há alguns terminais que operam com até quatro tipos de produtos'', disse. Apesar de estar cumprindo a determinação judicial, a Appa entrou com recurso em tribunais em Brasília para tentar reverter a decisão do TRF4.
O porto trabalha com uma retenção técnica de 0,25% que hoje equivale a 4.673 toneladas e que está sendo embarcada nos navios. Esse percentual é separado de todos os depósitos que cada exportador faz no silo público e fica separado para algum eventual problema como atender uma demanda. É uma espécie de garantia se faltar carga.
Ainda há uma sobra técnica de 2.834 toneladas que será destinada para um leilão do Provopar. O porto está negociando com o Sindop onde vai ficar essa carga até que leilão aconteça.

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