Sigilo cerca abate de suínos na região Oeste
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de novembro de 1997
Paulo Pegoraro Cascavel 
Cerca de 1,8 mil suínos teriam sido abatidos nos últimos dias em dois municípios do Oeste paranaense. Uma versão não confirmada indica que os animais haviam sido acometidos de intoxicação alimentar, e outra, de peste suína clássica. A doença, que compromete possibilidades de comercialização, especialmente no mercado externo, não se manifestava há vários anos no Estado, por isso inclusive a vacinação havia sido suspensa. A Folha do Paraná tentou informações na Seab, em Curitiba e Teledo, mas só o secretário Hermas Brandão poderia falar. Ele estava viajando. A Associação Municipal de Suinocultores (AMS) também não tinha informação.
A Folha do Paraná procurou o chefe do Núcleo, agrônomo Rainer Zielasko, que disse desconhecer o assunto, e o presidente da AMS, Abrelino Cielo, não localizado, assim como o veterinário Lindonêz Rizzotto, de Cascavel, presidente da Sociedade Rural do Oeste do Paraná. Sabe-se porém que a doença que atingiu os animais foi detectada em Ouro Verde do Oeste e Céu Azul.
Os 1,8 mil suínos foram mortos e a seguir incinerados. Moradores da zona rural daqueles municípios disseram ter visto as incinerações e movimentação de carros estranhos, que poderiam ser da Defesa Sanitária Animal da Seab.
O repórter José Roberto Neto, da TV Tarobá de Cascavel, alertado por um amigo colono, disse ter visto pessoalmente um trator enterrando porcos em uma grande vala.
Uma fonte deste jornal informou que quatro veterinários da Seab estavam na região, fazendo um trabalho de monitoração. A doença que acometeu os animais teria sido detectada com rapidez e imediatamente combatida pelo método adequado, a incineração. Com a eliminação dos animais, não haveria qualquer possibilidade de alastramento da doença, inclusive porque o foco seria isolado.


