Siemens vai produzir aparelhos IP
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de abril de 2008
Claudia Palaci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A nova linha de produção de aparelhos telefônicos com tecnologia IP da Siemens Interprise Communicatons - subsidiária do Grupo Siemens no Brasil, para o meio corporativo -, será em Curitiba, única unidade fora da Alemanha autorizada a fabricar os equipamentos. O início da produção foi anunciada ontem na unidade paranaense, com a presença de diretores do Brasil e América Latina. O objetivo da companhia é triplicar a venda de terminais IP no Brasil e ampliar a presença na América Latina.
Cerca de 150 mil unidades serão fabricadas até o final do ano e 60% do total irá suprir a demanda do mercado interno. O restante irá abastecer mercados de países como a Argentina, Chile, México, região andina e América Central. A multinacional já investiu US$ 5 milhões na fábrica curitibana e também foram gerados 200 novos empregos. Uma das principais vantagens da nacionalização dos terminais IP é a redução de 30% dos preços de venda atuais da empresa, o que vai tornar a tecnologia VoIP mais acessível. O modelo mais barato vai custar US$ 150, cerca de R$ 260. Atualmente, os aparelhos importados são cotados entre R$ 1.000 e R$ 1.500.
Mobilidade, interface única e integração com os processos da empresa usuária para criar um comunicação unificada, são os principais pontos positivos dos terminais indicados pela Siemens. Entrar na era da modernidade é também um forte atrativo: 85% da rede de telefonia brasileira é analógica. Para a Siemens, os terminais e as plataformas de comunicação (PABX) devem diminuir o atraso do Brasil no uso da tecnologia IP de três para dois anos em relação à Europa e Estados Unidos, já que a meta é chegar a 30% de rede de alta qualidade.
Nos últimos três anos, a fábrica dobrou a produção de plataformas de comunicação PABX, gerando uma exportação de 60% deste material para todo o mundo. A partir da produção de aparelhos com tecnologia IP, a unidade paranaense assume parte das atividades de desenvolvimento em software e hardware transferidas das unidades européias e americanas. Desta forma, a unidade desponta como centro de excelência, uma vez que cerca de 4% do faturamento local deverá ser investido em pesquisa e desenvolvimento.
No ano passado, a fábrica exportou US$ 70 milhões. Quanto aos rumores de venda da Siemens Interprise Communications, a diretoria nacional afirma que o Grupo Siemens colocou a subsidiária em negociação, mas a procura de sócios. No entanto, não há mais informações sobre o assunto. ''Estamos trabalhando normalmente, seguindo todos os cronogramas e para nada mudou'', afirma Humberto Cagno, CEO América Latina.


