Siemens transfere unidade americana para o Paraná
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - A Siemens decidiu transferir da Flórida para Curitiba toda a produção de centrais telefônicas destinadas ao mercado corporativo, mais conhecidas como PABX.
Dessa forma, a unidade brasileira, que até então atendia apenas a América Latina, passará a responder também pela produção para o mercado americano.
''De início, a produção de placas será dobrada'', informa o vice-presidente da Siemens, Aluizio Byrro, destacando que a meta é quadruplicar o volume no período de um ano e meio. Atualmente, a unidade da capital paranaense produz 70 mil placas por ano, e 15% são exportadas. As placas são o cérebro de uma central telefônica.
Segundo Byrro, o investimento para o Brasil receber essa divisão será da ordem de US$ 5 milhões. O aporte não será maior porque a unidade de Curitiba atravessa um período de alta capacidade ociosa.
Produtora de terminais para telefonia fixa, a fábrica forneceu este ano 500 mil desses equipamentos. No auge do mercado das telecomunicações, em 2001, a produção alcançou 5 milhões.
''Se dependesse só da telefonia fixa, a fábrica de Curitiba poderia morrer'', disse o vice-presidente. Segundo ele, a filial brasileira negociou com a diretoria da matriz e da filial norte-americana para conseguir trazer a linha de centrais para o Brasil.
O acordo para transferência deve ser fechado em janeiro, com início da produção ainda no primeiro trimestre. Com as exportações dessas centrais, a Siemens espera reduzir o déficit de sua balança comercial, que ficou em US$ 230 milhões em 2002, com ligeiro recuo frente os US$ 300 milhões do exercício anterior.


