Curitiba - A filial da Siemens no Paraná aposta na pesquisa e desenvolvimento do softwares para alavancar suas vendas em 2006. Este ano a empresa comemora 50 anos da instalação de seu escritório no Paraná, e 30 anos de atividade da fábrica da multinacional na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), a primeira a ser instalada na região.
Segundo o vice-presidente da Siemens, Aluizio Byrro, este ano a empresa exportou US$ 20 milhões em softwares voltados para a área de telecomunicações através da filial paranaense da empresa. ''É um montante considerável, especialmente se levarmos em conta que o país não tem tradição nessa área'', destacou Byrro.
Atualmente, a Siemens emprega no Paraná 400 funcionários, somando-se as contratações diretas e convênios com instituições como a Universidade Tecnólogica Federal do Paraná (UTFPR) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC). Há uma previsão da contratação de mais 30 engenheiros para desenvolver um software destinado ao mercado coreano. ''Em números absolutos, pode parecer pouco, mas temos que ressaltar que estamos falando da contratação de pessoal altamente qualificado'', lembrou Byrro.
Apesar do impulso na área de pesquisa e desenvolvimento, o carro-chefe das atividades da Siemens no Paraná são a produção de centrais de PABX. Dois terços das centrais produzidas no mundo pela empresa saem da fábrica da CIC, que tem um faturamento anual de R$ 1 bilhão.
A fábrica de Curitiba responde por cerca de 20% do total de exportações da Siemens no Brasil - o maior volume exportado cabe à fábrica instalada em Manaus. A expectativa é que o volume de exportações aumente em 10% no ano que vem.
Segundo o presidente da Siemens, Adilson Primo, o volume exportado poderia ser bem maior caso o câmbio real-dólar estivesse em outro patamar. ''Nossa avaliação é que o real está sobrevalorizado sobre o dólar. O câmbio real deve estar na margem de R$ 2,60, mas não temos expectativas de que ele vá atingir esse valor até o final do ano que vem. Isso só aconteceria com uma redução dos juros, que sem dúvida beneficaria as exportações'', comentou Primo.

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