Curitiba - A indústria multinacional alemã Siemens em Curitiba, uma das duas filiais brasileiras que atuam apenas na área de telecomunicações, inaugurou o maior pólo exportador da empresa em centrais de comunicação para incorporações (PABX). Com um investimento de US$ 20 milhões, a empresa vai duplicar sua produção e, além do mercado brasileiro, vai passar a abastecer 150 países. De acordo com estimativas da Siemens, esse aumento na produção deve gerar um crescimento de até US$ 80 milhões nas receitas da empresa.
''No Brasil temos tecnologia e custos competitivos. Por isso o País foi escolhido pela multinacional para produzir e agora exportar as centrais'', explicou o diretor industrial em Curitiba, João Eber Machado. Com o aumento da produção, que passou de US$ 100 milhões para US$ 200 milhões, a fábrica passou a trabalhar com 90% de sua capacidade. Foram contratados 350 novos funcionários, fechando um total de 1,5 mil trabalhadores, que se revezam em três turnos, sete dias por semana. Segundo Machado, as exportações geraram também 650 novos postos de trabalhos indiretos entre os fornecedores de peças.
Por enquanto a fábrica não tem outras perspectivas de ampliação, mas Machado acredita que a abertura para o mercado externo vai tornar a empresa mais competitiva, atraindo novos contratos. ''Vamos atrás de novas encomendas e quem sabe, passamos a produzir para o mercado externo outros tipos de aparelhos'', afirmou.
No Brasil, a Siemens possui cerca de 30% do mercado de centrais de comunicação para empresas de médio porte e 40% para empresas de grande porte. Além das centrais de comunicação, a Siemens Curitiba produz também para o mercado brasileiro produtos para telefonia fixa, estações rádio-base e equipamentos para telefonia GSM. Segundo Machado, o lucro líquido da Siemens no Brasil em 2003 foi de R$ 175 milhões. O diretor explicou que não é contabilizado o lucro em separado da empresa em Curitiba.

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