Curitiba - A companhia de eletrônicos e engenharia alemã Siemens informou ontem que vai eliminar 16.750 empregos em todo o mundo como parte de seu plano para cortar gastos com vendas e com administração. A atitude também faz parte das medidas de reestruturação da empresa.
Do total, 12,6 mil empregos serão eliminados como resultado de cortes de gastos com administração e 4,15 mil em consequência da reestruturação. Na Alemanha, cerca de 5,25 mil postos de trabalho serão afetados. A assessoria de imprensa da companhia informou que serão feitos 10 mil cortes na Europa e o restante em outras localidades. O Brasil ainda não foi citado. Isso significa que os cortes não estão descartados nas fábricas brasileiras. A Siemens possui hoje sete fábricas no País.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Eletroeletrônicos de Curitiba e Região Metropolitana (Seletroar), Paulo Bastos, disse que, na semana passada, o setor de Recursos Humanos da fábrica de Curitiba informou que não devem ocorrer cortes na unidade industrial do Paraná. A fábrica de Curitiba produz centrais de telefone e telefone sem fio e emprega cerca de 700 funcionários.
''Contra o cenário de economia desacelerada, precisamos nos tornar mais eficientes'', declarou o presidente da empresa, Peter Loescher. O diretor de pessoal da Siemens, Siegfried Russwurm, afirmou que a companhia quer começar as negociações com representantes dos empregados rapidamente, para implementar os cortes da forma ''mais socialmente responsável possível''.
A Siemens também confirmou que quer cortar 1,2 bilhão de euros (US$ 1,87 bilhão) em custos com administração, passando para 10,9 bilhões de euros em 2010. A empresa anunciou ainda que planeja vender a subsidiária Segment Industrie Montage Services (SIMS), que tem cerca de 1,2 mil funcionários em 35 cidades da Alemanha.
Os projetos de reestruturação da companhia vão afetar amplamente sua divisão de telefones móveis, onde 2,5 mil empregos serão eliminados, incluindo 700 vagas no setor administrativo e cerca de 1,8 mil na área de engenharia e produção. Na divisão de aparelhos do setor de saúde, a Siemens planeja cortar 1,55 mil empregos ligados à administração. Outras 1,25 mil vagas serão fechadas como consequência da reestruturação.

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