Siderúrgica brasileira teme restrição dos EUA
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segunda-feira, 15 de outubro de 2001
Agência Folha<br> De São Paulo 
As siderúrgicas brasileiras têm um motivo a mais para temer novas restrições à entrada de seu aço nos Estados Unidos. A Bethlehem Steel, segunda maior companhia do ramo naquele país, anunciou ontem sua concordata devido a uma pesada dívida de US$ 4,5 bilhões. Para analistas do mercado, o caso deve levar o governo George W. Bush a reforçar ainda mais as medidas de protecionismo das siderúrgicas norte-americanas.
A decisão da Bethlehem ocorre em um momento extremamente delicado para os exportadores de aço. No próximo dia 22, a International Trading Comission (ITC), comissão encarregada de estudar os efeitos do comércio exterior nos Estados Unidos, decidirá se houve danos à indústria com as importações de laminados nos últimos anos.
Para a analista Luciana Machado, da corretora Fator Doria Atherino, o que a ITC deve fazer mesmo é tomar medidas políticas a favor da proteção do aço local. ''O produto brasileiro é melhor que o norte-americano. Mas a tendência da ITC é proteger a indústria dos Estados Unidos'', explicou Machado. Seria um reforço do governo Bush para reaquecer a economia.


