Curitiba - O show-room de negócios que acontece durante o 2º Paraná Business Collection, em Curitiba, deve gerar mais de R$ 3,2 milhões em negócios, volume superior aos R$ 2,5 milhões obtidos no ano passado. O evento tem a participação de 36 empresas do Paraná do setor de vestuário que estão expondo seus produtos para cerca de 600 compradores em potencial, convidados pelo Sebrae-PR. Em 2007 foram 23 expositores. A maior parte dos expositores é de Curitiba, que contou com 14 fabricantes na mostra, seguida do Sudoeste com 11 indústrias. O evento começou na última segunda-feira e terminou ontem.
Edgard e Paulo Zapparoli, proprietários da grife Íon Positivo de Ibiporã, iniciaram algumas negociações durante o show-room inclusive com compradores internacionais da Colômbia e Portugal. Eles esperam um aumento de 20% nas vendas o que pode resultar em R$ 30 mil a R$ 40 mil em negócios. A marca produz as linhas sport wear, golf e tênis. A empresa tem oito anos de atuação no mercado e já conta com duas lojas, uma em Ibiporã e outra em Londrina.
''A divulgação da marca é o mais importante. Esses eventos abrem portas para a gente e possibilitam contatos com vários Estados'', disse Paulo Zapparoli. Ele destacou que o show-room também pode ajudar a conseguir representantes em outros Estados. A fábrica da Íon conta com 17 funcionários e a empresa tem um faturamento bruto de R$ 65 mil por mês.
Paulo comentou que a concorrência com os produtos chineses prejudica as empresas do Paraná. ''Várias lojas já fecharam as portas'', disse. Para driblar a concorrência da China ele acredita que a receita é buscar qualidade, preço, prazo e comodidade para os clientes. Ele costuma montar kits com produtos para os clientes que vão à loja com frequência e leva até a casa da pessoa, que tem de dois a três dias para provar e optar pela compra ou não. ''O cliente gosta de ser paparicado e de mimos'', disse. Segundo ele, esse tipo de ação ajuda no faturamento da empresa.
A proprietária da grife Lucca, Sarita Giovanini Calado, também conseguiu fechar negócios durante o show-room. A fábrica que fica em Londrina produz roupa esportiva e casual. ''O Paraná Business Collection conseguiu trazer clientes de Curitiba e outras regiões'', disse. Ela conseguiu fazer vendas, mas acredita que é muito importante a divulgação da marca. A empresa vende os produtos para os Estados do Sul, Centro-Oeste e interior de São Paulo. A produção mensal é de 4 mil a 5 mil peças, com um faturamento bruto de R$ 200 mil/mês. ''Eventos como esse ajudam a fortelecer a moda do Paraná'', disse. A fábrica dela tem 30 funcionários e 13 anos de atuação no mercado.
''Esse tipo de evento ajuda muito os pequenos empresários'', afirmou a proprietária da grife de roupa infantil jyn7, Eulaide Pagnoncelli. Segundo ela, o Paraná Business Collection proporcionou oportunidade de negócios e contatos com pessoas do Brasil todo e do exterior. A marca fechou três negócios durante o evento no valor total de R$ 2 mil. Mas, ela acredita que podem surgir novos contratos posteriores. A empresa tem dois anos e meio de mercado e produz 1.500 peças por mês.
O setor de vestuário do Paraná conta com 5 mil estabelecimentos, gera 90 mil empregos diretos e um faturamento anual de R$ 4 bilhões. São produzidas 150 milhões de peças anualmente. O Estado ocupa o quarto lugar no ranking nacional do PIB têxtil e de confecção, o que significa US$ 2,6 bilhões ou 8,17% do total nacional.

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