Shoppings preveem alta de até 6% nas vendas em 2018
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
Dayanne Sousa<br>Agência Estado 
São Paulo As vendas em shopping centers no Brasil devem crescer entre 5,5% e 6% em termos nominais em 2018, conforme previsão da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). A expectativa é de uma expansão parecida com o de 2017, ano em que o setor cresceu 6,2%.
Apesar de comemorado pela entidade, o desempenho dos shoppings em 2017 ficou aquém das expectativas da própria Abrasce. A associação estimava que as vendas aumentariam 7%.
"O mês de dezembro foi um pouco aquém do esperado, não entendemos ainda a razão, mas foi um mês em que a confiança dos consumidores foi pior", comentou o presidente da Abrasce, Glauco Humai.
Para 2018, a expectativa do executivo é de um bom desempenho de vendas, sobretudo no primeiro semestre. Já o segundo semestre tende a ser um pouco mais afetado por eventuais impactos negativos da disputa eleitoral na confiança.
"Se a confiança em geral não estiver muito boa durante as eleições, o consumidor pode esperar passar o período eleitoral para tomar decisões de compra", comentou Humai.
O ânimo para as vendas ainda não justifica, no entanto, expectativas mais otimistas para investimentos em novos shoppings.
A Abrasce afirma que há 23 shoppings com previsão de serem inaugurados este ano, mas o número pode sofrer ajustes, a depender do ambiente econômico. Embora o número de novos shoppings seja maior que o total de 12 inaugurações de 2017, a Abrasce acredita que 2018 ainda é um ano para consolidação dos empreendimentos lançados nos últimos cinco anos.
Vacância
Após uma elevação na vacância em 2017, este ano ainda não deve trazer uma redução do número de lojas vazias nos shoppings. Para o presidente da Abrasce, o cenário econômico ainda possivelmente conturbado em ano eleitoral deve impedir uma recuperação.
No ano passado, os shoppings ficaram em média com uma vacância de 5,7%, aumento em relação ao índice de 5% verificado em 2016, conforme os dados da Abrasce. Para 2018, a previsão ainda é de vacância entre 5,5% a 6%.


