Shoppings oferecem condições especiais para atrair lojistas
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domingo, 03 de junho de 2001
Benê Bianchi De Londrina 
Passados meses do lançamento, alguns shoppings de Londrina ainda exibem muitos espaços vazios e uma circulação tímida de consumidores. O esperado aquecimento econômico, previsto no final do ano passado para este ano, não veio; a crise argentina arrastou a economia brasileira e o varejo sentiu o baque.
Depois de um período de estagnação, alguns empreendedores acreditam ser a hora de reverter a situação. Mês passado, o Shopping Quintino deu início a uma campanha em TVs e jornais com objetivo de atrair lojistas para o empreendimento, inaugurado no final de novembro do ano passado. Existe uma demanda reprimida, muitos lojistas querem ampliar seus negócios, pequenos e médios fabricantes precisam de uma vitrine para expor sua produção, diz o empreendedor Aroldo Garcia.
O objetivo da campanha, que deve durar mais 15 dias, é atrair, até o final deste mês, pelo menos 20 novos lojistas e formar um mix variado. Das 88 lojas do térreo, apenas 40 estão ocupadas. O shopping tem ainda três outros pisos, todos concluídos, e ainda fechados. Dois pisos estão destinados ao setor de informática e o terceiro, é um centro de eventos. Estamos com uma campanha agressiva. Além da campanha na TV e jornais, fazemos um marketing direto, conversando por telefone com pessoas que podemos trazer para cá, diz Aroldo. Os empreendedores pretendem também trazer varejistas das regiões de Maringá e Cianorte para Londrina. Ações neste sentido devem ter início esta semana, com o envio de cartas e visitas de corretores.
Segundo o Aroldo Garcia, a campanha tem trazido resultado. Até a última quinta-feira, seis novos contratos haviam sido fechados e muitas pessoas buscavam informações. Ele acrescenta que o atrativo oferecido é a manutenção do mesmo preço de lançamento, no qual estão incluídos aluguel, condomínio, uma linha telefônica e taxa de propaganda.
Com a chegada do inverno e a virada para o segundo semestre, quando o comércio começa a se preparar para datas gordas, especialmente o Natal, os empreendedores estão confiantes que é o momento de buscar novos parceiros. Segundo eles, pelo shopping Quintino circulam, diariamente, mais de mil pessoas. A estimativa é que esse número passe a 5 mil pessoas, quando todas as lojas estirem locadas.
O Tower Shopping, localizado no centro da cidade, também está com a maioria de suas lojas vazias. Lançado há cerca de dois anos e com uma boa estrutura, o local ainda não pegou, apesar da excelente localização. Das 60 lojas existentes no local, pouco mais de 20 estão locadas.
Muitos dos proprietários das áreas moram em outras cidades e tem alguns fora do país. Isso dificultou a liberação de todas as lojas para locação, informa a lojista Isa Frasson.
Medidas estão sendo adotadas para que os espaços vazios sejam ocupados brevemente. Segundo Isa, as lojas estão sendo alugadas com carência de quatro a 24 meses, período em que os locatários pagarão apenas pelo condomínio, IPTU e taxa de associação, que totaliza cerca de R$ 250,00. Os lojistas também estão formando uma associação e, entre as ações planejadas, está a solicitação para que o Tower possa funcionar em horário diferenciado, prolongando o expediente até 22 horas, como os demais shoppings da cidade.
Na região sul, mais um prédio está pronto para abrigar um shopping center. Ao lado do Catuaí, o Center Sul deverá ter 200 lojas. O prédio está praticamente pronto, mas não existe previsão para a inauguração. Segundo o administrador do empreendimento, Luiz Roberto Parizotto, a fase agora é de negociação comercial. A crise econômica não assusta os empreendedores. Nossas expectativas são boas, mesmo porque a região sul é a que mais cresce em Londrina e o consumidor já se acostumou a circular por lá, diz ele.
O Shopping Royal Plaza, que também está em fase de maturação o empreendimento foi inaugurado em dezembro de 1999 tem registrado, apesar do momento econômico, um resultado acima das expectativas, segundo o diretor comercial, Sérgio Cardoso. Nesse quase um ano e meio em funcionamento, registrou um turn over (rotatividade) de 12%, considerado baixo pelo executivo da AD Shopping Mercant Mix, empresa de desenvolvimento de shopping, responsável pela administração do Royal.


