São Paulo - As vendas do setor de shopping centers atingiram R$ 142,27 bilhões em 2014, o que representa um crescimento de 10,1% em relação a 2013, de acordo com dados publicados ontem pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O resultado ficou acima do verificado na comparação de 2013 com 2012, quando a expansão das vendas foi de 8,6%. "Tivemos um 2014 com menos dias úteis, incertezas na política e muitos desafios na economia. Apesar disso, mostramos resiliência no crescimento", afirmou o presidente da associação, Glauco Humai.
Para 2015, porém, a expectativa é de um ano marcado por dificuldades macroeconômicas, como pressão inflacionária e crédito mais caro. Com isso, a associação estima elevação de 8,5% no faturamento deste ano em relação a 2014. "Nós prevemos que 2015 será um ano difícil, mas acreditamos que haverá um crescimento razoável. Os ajustes na economia estão sendo feitos", disse Humai.

Inauguração

O ano de 2014 teve a inauguração de 24 shopping centers, totalizando 520 empreendimentos no País, de acordo com dados da Abrasce. A área bruta locável (ABL) atingiu 13,845 milhões de metros quadrados, 7,0% a mais do que no ano anterior. O número de lojas aumentou 10,4%, para 9.242 unidades. Foi o primeiro ano em que os shoppings no interior se tornaram mais numerosos do que nas capitais. Do total de 520 empreendimentos, 256 estão nas capitais (49%) e 264 no interior (51%). Das 26 inaugurações previstas para 2015, 15 serão no interior e 11 nas capitais, mostrando uma tendência de aumento da participação das cidades do interior. Boa parte do número deste ano será formado por shoppings inicialmente programados para abrirem as portas em 2014. No ano passado, a associação estimava a abertura de 43 empreendimentos, mas apenas metade disso se concretizou.
Humai ponderou que não há crise no setor, e atribuiu os adiamentos ao momento menos favorável da economia brasileira, que geram receio entre empreendedores e lojistas. Além disso, questões como licenciamento junto a órgãos públicos dos projetos e falta de mão de obra e de fornecedores também provocaram adiamentos, segundo ele.
A Abrasce prevê ainda que o investimento alcançará R$ 16,5 bilhões em 2015, entre projetos de expansão e de construção de novos empreendimentos.

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