Shoppings esperam crescimento de 10% nas vendas de Natal
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 08 de novembro de 2013
Andréa Bertoldi <br>Reportagem Local 
Curitiba - O cenário econômico brasileiro não deve afetar as vendas de final de ano dos shoppings centers do País. O segmento, que já acumula um crescimento de 8,5% nas vendas de janeiro a setembro, espera um aumento de vendas de 10% no Natal. As informações são da superintendente de operações da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Adriana Colloca, que esteve ontem em Curitiba para debater questões de interesse do setor com representantes dos principais empreendimentos da região. Ela acredita que os presentes mais procurados devem ser eletroeletrônicos, telefonia, vestuário e calçados.
No ano passado, o setor faturou R$ 119,50 bilhões e, para este ano, é esperado um crescimento de 10% em função do desempenho de vendas e da abertura de novos empreendimentos no País. Hoje, há 482 shoppings no Brasil e, até o final do ano, devem inaugurar mais 13. Este ano vai fechar com um total de 38 inaugurações. E para 2014, estão previstos mais 41 novos shoppings.
O Paraná conta com 31 empreendimentos, sendo 14 só na capital. Segundo Adriana, o retorno do investimento de um empreendimento novo demora de dois a três anos para aparecer, ou seja, é o prazo de maturação do empreendimento.
Ela acredita que há espaço no Brasil todo para novos empreendimentos. ''Hoje ainda existe um abismo muito grande entre a demanda e o potencial de consumo'', afirmou. Adriana destacou ainda que o shopping hoje não é apenas um lugar de compras, mas de alimentação e lazer. De acordo com ela, estes locais buscam oferecer uma ambientação melhor e iluminação natural.
O Sul é a segunda região de maior destaque do setor de shopping centers brasileiro. Atualmente, dos 482 em funcionamento no Brasil, 86 localizam-se na região, totalizam 1.788.840 m² de ABL (área bruta locável) e faturaram, em 2012, cerca de R$ 19,057 bilhões.
Segundo informações da Abrasce, as cidades que recebem um novo shopping center passam a oferecer mais empregos durante a construção e após sua inauguração, na operação do empreendimento e das lojas; profissionalização do comércio, e aumento na arrecadação de impostos.


