Abre amanhã o mais elegante shopping center de Curitiba, o Crystal Plaza, com 180 lojas. Com o teto e paredes externas totalmente em estrutura metálica vazada por vidros temperados, fios de luz em neon, em cor predominante branco, o Crystal Plaza já é considerado um dos mais bonitos shoppings do País, capaz mesmo de produzir a sensação de deslumbramento pretendida por seus idealizadores. ‘‘Ele não é luxuoso, é chique’’, diz o diretor-presidente do empreendimento, Marco Aurélio Jardim.
O lugar visitado ontem por jornalistas ainda estava em processo final de acabamento, mas já na manhã de hoje 350 operários de limpeza estarão no local para que à noite, a partir das 20 horas, o Crystal seja aberto para convidados especiais, que participam de um coquetel de inauguração.
Os empreendedores garantem que a classe C terá lugar no novo shopping, localizado no Batel, bairro que reúne a classe média alta e alta de Curitiba. ‘‘Queremos todos lᒒ, diz Jardim, de olho no novo consumidor e preocupado em não estigmatizar o lugar como ‘‘só para ricos’’. Por isso, o shopping não tem os excessos do luxo, embora seja um lugar de bom gosto.
O Crystal Plaza não tem lojas âncoras. ‘‘Em vez das Lojas Americanas ou de uma loja de departamentos, preferimos ter uma grande área reservada para cinemas, que não concorrem com as lojas e trazem um público renovado e de todas as faixas sociais’’, explica um dos empreendedores do Crystal, Aníbal Tacla, informando ainda que o shopping abre suas portas com 100% das lojas já locadas, fato inédito no setor.
Preocupados em demonstrar que o shopping não é só para os que têm maior poder aquisitivo, devido à sua localização e projeto, os empreendedores dizem que haverá mercadorias para a classe C e que os preços das lojas que ali se instalaram serão os mesmos que as mesmas praticam em suas lojas de rua.
‘‘Há uma falsa idéia de que o preço de shopping é mais caro que na rua. O aluguel da loja individual pode ser mais barato, mas as despesas de condôminios são divididas entre todos’’, defende Jardim. Segundo ele, as lojas de shoppings vendem duas vezes e meia mais do que na rua e por isso podem praticar preços competitivos.

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