Diretores da administração e da Associação de Lojistas do Shopping Catuaí estiveram na Câmara de Londrina, na tarde de ontem, para demonstrar preocupação com o projeto de lei do vereador Flávio Vedoato (PTB), que pretende proibir o funcionamento de lojas e supermercados aos domingos.
Os representantes do Catuaí - recebidos na sala do presidente Renato Araújo (PPB) - levaram documentos que demonstram a importância da abertura do shopping aos domingos. Segundo eles, do total de 2.101.131 veículos que estiveram no Catuaí em 1998, 347.586 carros foram aos domingos. Destes, 26% vieram de cidades da região. Das 5.462.941 pessoas que frequentaram o shopping no ano passado, 903.724 foram ao local aos domingos.
‘‘Estamos preocupados com esta possibilidade de não podermos mais abrir aos domingos. Isto seria um grande retroceso para Londrina. Nossa cidade foi pioneira no Brasil, ao instituir a modernidade dos shoppings abertos aos domingos. Neste momento de crise, temos que investir na criação de novos empregos, e não fecharmos postos de trabalho’’, afirmou o superintendente do Catuaí, Eduardo Novaes. Ele não quis precisar quantos funcionários de lojas perderiam os empregos se a abertura aos domingos fosse proibida.
Os empresários sugeriram que, ao invés de proibir o Catuaí de funcionar aos domingos, os vereadores estendam esta prerrogativa a todo o comércio da cidade. ‘‘A flexibilização do horário de funcionamento deve valer para todos, inclusive para os comerciantes do centro. Não queremos esta exclusividade para o Catuaí. A hora é de produzirmos mais, vendermos mais e gerarmos mais empregos’’, argumentou Novaes.
Flávio Vedoato, que não participou da reunião com os diretores do shopping, disse que não abre mão do encaminhamento do seu projeto de lei - que está sendo analisado na Comissão de Justiça - para a votação em plenário. ‘‘Queremos um tratamento isonômico para todos os comerciantes. O lojistas do Catuaí não podem ter um privilégio que enfraquece os pequenos comerciantes do centro. E, além do mais, domingo é um dia consagrado ao descanso do trabalhador, ao convívio com sua família, e às igrejas. Todos têm direito ao lazer e descanso nos domingos’’, afirmou.

mockup