Atualmente a empresa deve cumprir o seu papel social de modo que, além de sustentar a economia, deve primar pela solidariedade, justiça social, livre iniciativa, busca do pleno emprego, redução das desigualdades sociais, valor social do trabalho, dignidade da pessoa humana, preocupação com o meio ambiente, dentre outros.
Assim, nota-se a responsabilidade dos dirigentes das empresas e o quanto torna-se fundamental o planejamento e o processo de sucessão empresarial, lembrando que quanto mais a empresa prospera, maior será a responsabilidade do sucessor.
A Sucessão é o rito de transferência do poder e do capital entre a atual geração dirigente e a que virá a dirigir. O processo sucessório é de fundamental importância, tendo que ser planejado, pois através dele têm-se os efeitos na organização e elaboração ou implantação de estratégias explícitas.
Cabe ao sucessor saber posicionar-se diante da oportunidade de crescer e levar adiante o empreendimento, tendo claro que talento empresarial não se herda.
As empresas mais expostas ao problema da sucessão são as pequenas e médias, pois devem alcançar simultaneamente a transmissão do capital e a do poder. As grandes empresas, por terem seu capital no mercado financeiro e por possuírem executivos profissionais contratados, alcançam essas transmissões mais facilmente.
A sucessão empresarial profissional é aquela em que os executivos passam a ocupar cargos diretivos da empresa familiar e os representantes ficam lotados em um Conselho da Administração. Esta profissionalização é muito utilizada para identificar fraquezas e potencialidades, de forma a buscar estratégias que lhe dêem agilidade e poder competitivo no mercado em que atuam.
Pode-se entender como vantagem na sucessão profissional: a) maior facilidade de recrutamento e seleção de um executivo com o perfil desejado; b) receber, de maneira mais rápida e efetiva, as experiências e os conhecimentos de um executivo profissional e c) receber novos estilos e filosofias de administração e ter maior flexibilidade para alteração de executivos. E considerado como desvantagem: a) receber e incorporar estilos e filosofias de administração que fogem da maneira de ser da empresa familiar; e b) maior possibilidade de perdas de executivos.
A sucessão empresarial familiar ocorre quando uma geração abre espaço para que outra assuma o comando. Este tipo de transição entre gerações tem recebido maior ênfase nas empresas familiares. Neste tipo de sucessão, o controle da empresa passa de um membro da família (por exemplo, de pai) e a geração seguinte assume o lugar deixado vago pelo sucedido (por exemplo, filha (o)).
Pode-se entender como vantagem na sucessão familiar: a) continuidade do comando familiar na empresa; b) processo decisório ágil com elevado grau de flexibilidade para implementação de ações; c) ter na sucessão uma pessoa com interesse societário na otimização dos resultados atuais e futuros da empresa; d) ter possibilidade de treinamento mais extenso e intenso; e) ter um conhecimento mais profundo sobre o executivo sucessor; f) ter otimizados sistemas de remuneração; g) ter maior poder de comando sobre o executivo sucessor; h) ter maior espírito de família. E considerado como desvantagem: a) disputa de poder entre os membros da família; b) dificuldade de demitir o executivo sucessor; c) dificuldade em desempenhar diferentes papéis (pai x pai executivo da empresa, filhos x filho executivo da empresa).
Infelizmente, na prática, o processo sucessório se dá de forma inesperada ou repentina, por exemplo, com a morte do fundador. Tal circunstancia, pode acarretar uma crise na estrutura organizacional da empresa, redundando em falência.
Quanto mais bem feita for à sucessão, mais chance ela irá perdurar. Considerando, ainda, que uma empresa só tem vida longa quando é capaz de preservar seus valores, sem deixar de ter os olhos no futuro, devendo ser privada das desavenças familiares, de forma que a mesma atravesse décadas.

Dr. Shiguemassa Iamasaki OAB/PR 35.409

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