A partir do próximo mês os revendedores da Shell em Londrina vão trabalhar com o DNA da Shell, que é uma tecnologia digital que permite a implantação de um código genético na gasolina. O lançamento junto aos postos da cidade foi feito ontem, no Hotel Crystal. ''Desenvolvemos um líquido que, quando adicionado à gasolina, não muda suas propriedades mas altera o peso molecular de um dos 300 componentes do combustível. Desta forma é possível, através de testes, saber se a gasolina vendida por um posto é 100% Shell'', disse o gerente de marketing da distribuidora, Daniel Meniuk.
''Vamos manter um veículo no Norte do Paraná e em Foz do Iguaçu para fazer os testes nos 31 postos da rede nessas regiões'', disse Meniuk. Quando a amostra da gasolina é colocada no leitor de campo, um aparelho específico para analisar o combustível, é possível identificar o percentual de gasolina com DNA Shell. ''Se for 80% quer dizer que 20% foi adulterada com solventes ou foi comprada de outra distribuidora'', afirmou Meniuk. Para confirmar a adulteração, a amostra é enviada a um laboratório da Shell, que faz a contraprova. O DNA da Shell foi lançado nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro em janeiro deste ano. Até agora seis postos foram denunciados pela Shell à Agência Nacional de Petróleo (ANP) por estarem vendendo produto inferior.
Daqui a 20 dias devem sair os resultados das contraprovas que estão sendo feitas pelo laboratório da Universidade Federal do Paraná nas amostras de gasolina coletadas em três postos de Londrina. Na semana passada, esses postos foram autuados pelo Procon de Londrina durante uma fiscalização.
O coordenador do Procon de Londrina, Tito Valle, disse que as amostras coletadas nos três postos e que foram analisadas num laboratório móvel do Procon do Paraná apresentavam irregularidades nos índices de octanagem e de mistura de álcool anidro na gasolina. A octanagem se refere à combustão do motor. Valle preferiu não revelar os nomes dos postos

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