Pode parecer estranho, mas o mercado voltado ao público evangélico envolve até sex shops. Segundo, a Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico Sensual (Abeme), há três lojas virtuais no Brasil para este público. A entidade iniciou a elaboração de um manual para orientar o comércio de produtos íntimos dentro dos preceitos bíblicos. Para o trabalho, foram convidados pastores e fieis. "Há muito tempo os revendedores nos procuram para saber como lidar com este público", explica a presidente da entidade, Paula Aguiar.
Ela ressalta que os sex shops, em geral, trabalham com produtos de quatro categorias: íntimos, sensuais, eróticos e pornográficos. "O público evangélico não se enquadra nos pornográficos", explica. Paula lembra que uma simples lingerie ou óleos para massagem são enquadrados como produtos eróticos. "Os evangélicos usam produtos destinados a casais, são produtos indicados por médicos e sexólogos para o conhecimento do corpo. Nem toda igreja aceita", destaca. (N.B.)

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