Setores de turismo e eletroeletrônicos não esperam reação
A permissão para consórcio de pacotes turísticos e a ampliação do prazo de 24 para 60 meses no de eletrodomésticos não animaram muito esses setores. O presidente da seção em Londrina da Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), Gilberto Celestino de Oliveira, afirma que hoje existe muita facilidade na compra de pacotes de viagem, com financiamentos a longo prazo. As pessoas geralmente se programam para viajar nas férias. Se a contemplação ocorrer num período em que o cliente não pode viajar e, ao mudar a data, houver custo adicional, vão surgir complicações, diz.
Segundo ele, a classe mais baixa, que poderia ser beneficiada com a novidade, dificilmente viaja de avião. A classe mais baixa tem outras prioridades. O custo de uma viagem não é só passagem e hospedagem. Fora de casa, há gastos com alimentação, transporte, passeios.
Na opinião do gerente do Consórcio Nacional Brastemp, João Caldana Filho, a ampliação do prazo no consórcio de eletrodoméstico para 60 meses também não vai elevar as vendas do setor. O governo está chamando o brasileiro de miserável, afirma. Segundo ele, uma televisão de 14 polegadas que tem prestação de R$ 17,00, num plano de 25 meses, incluindo as taxas de administração, passaria a ter parcelas de R$ 8,00. Ora, quem paga R$ 17,00, recebe o 13º salário e pode quitar o bem. Não vejo vantagem.
O responsável pelo setor de comunicação da Disapel, Elon César Garcia, diz que, como o prazo mais dilatado vai baixar o valor das parcelas, haverá aumento de vendas. A Disapel tem consórcio de até 30 meses.(C.P.)





