Setores de aves e suínos discordam sobre reajustes
Apesar do aumento do milho e soja ter sido de 10% e 5% no Estado no último mês de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), isso não deve refletir nos preços da carne de frango e também de ovos. Carlos Martins, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), comenta que a quebra da safra no Paraná não foi significativa a ponto de prejudicar a alimentação dos animais.
Além disso, Martins relembra um levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que aponta uma safra de milho em 2012 que deve fechar 7,3% maior que no ano passado. ''Nossa expectativa é que o milho safrinha, que possui maior volume, venha com muita força para o nosso abastecimento. Para o consumidor, não deve haver muitas oscilações de preços'', salienta o representante do Sindiavipar.
Já Carlos Geesdorf, presidente da Associação Paranaense de Suinocultura (APS), tem uma opinião diferente. Ele aponta que certamente o aumento irá acontecer, mas ainda não é possível mensurar qual será o peso no bolso do consumidor. ''Não é possível afirmar qual será o valor porque depende de diversos fatores, inclusive da exportação de soja e a produção do milho safrinha.''
Geesdorf ressalta ainda que o produtor paranaense de suínos é extremamente dependente destas duas culturas no Estado. ''No Paraná, não há alternativas para a alimentação destes animais. No Rio Grande do Sul, por exemplo, ainda é possível utilizar o sorgo, triticale ou o farelo de arroz'', exemplifica ele. (V.L.)





