A reportagem da FOLHA conversou com produtores e comerciantes que estão expondo na feira. De forma geral, a expectativa é boa, independentemente do segmento. Para eles, este tipo de evento acaba sendo fundamental, tanto como vitrine de trabalho, como prospecção de negócios futuros.
O gerente comercial da Agiva Máquinas Agrícolas, Giscar Alan Dhein, disse que a empresa participa da Expoingá anualmente. Ele comentou que as vendas do ano passado já haviam caído bastante, mas que está animado com este ano. A empresa trabalha basicamente com tratores, plantadeiras e colheitadeiras de diversas marcas. "Hoje (ontem) já vendemos um trator de R$ 330 mil. Se o nosso mercado não está muito bom, em contrapartida o valor das commodities estão bem interessantes. Muitos estão deixando o financiamento de lado e estão pagando no sistema de troca por safra, o qual trabalhamos em nossa empresa. Queremos atingir pelo menos R$ 2 milhões em prospecções de vendas", projetou.
O pecuarista Luiz Ribeiro, de Mandaguari (Região Metropolitana de Maringá), trabalha com gado de leite e levou 18 animais para um torneiro leiteiro e concurso de pista da Expoingá. As raças que ele trabalha são Holandesa, Jersey e Girolanda. Ele participa da feira desde 1998 e também comercializará dois lotes, com 35 animais cada, durante os leilões do evento. "Já participei da ExpoLondrina deste ano e consegui vender bem nos leilões. Sempre tenho sorte também aqui na Expoingá e estou com boa expectativa, mesmo num ano complicado", salientou.
Por fim, o gerente da loja de artigos country All Hunter, Paulo César Machado, também acredita em boas vendas dos produtos, principalmente as botas de couro, com valores que variam de R$ 350 a R$ 1,3 mil. "Precisamos bater na tecla dos produtos de maior valor agregado. O investimento para participar da feira é grande e esperamos uma boa movimentação este ano, maior do que tivemos em 2015", finalizou. (V.L.)

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