Setor vive período de euforia
O setor de prata está passando por uma época de euforia, na opinião de consultores financeiros. Há quase uma década, o preço da onça (cerca de 32 gramas) tinha uma cotação inferior a US$ 6. No começo deste ano, superou a faixa dos US$ 10 pela primeira vez em 22 anos. E há poucos dias chegou aos US$ 12. Além do uso tradicional em jóias, a prata é usada em vários setores industriais, como a fabricação de baterias, medicamentos, material fotográfico, cabos e automóveis.
De acordo com o avalidor de jóias em Londrina, Gilberto Carvalho, a prata só tem valor para o penhor se tiver pedras de diamantes. Na cotação da bolsa de metais o grama está custando entre R$ 0,30 a R$ 0,60. Em contrapartida, paga-se pelo grama do ouro em torno de R$ 40 atualmente ''Por isso, para o penhor a jóia de prata não tem muito valor. Há bijuterias banhadas a ouro que são mais caras que peças de prata'', diz Carvalho.
Entretanto, a prata é um metal bastante usado na idústria graças a sua condutividade e resistência à oxidação e ao calor. No setor de joalheria, ela também é utilizada para fazer o ouro. Cada grama de 18 quilates de ouro leva pelo menos 10% da prata para dar a liga. ''A prata é o melhor metal para dar a liga junto com o cobre'', justifica Carvalho.
No mercado mundial, diz ele, há uma avaliação comum sobre o potencial de valorização da prata, baseada no esperado crescimento da demanda pelo metal para tecnologias elétricas (em pilhas, por exemplo), medicinais (drogas bactericidas), construção de navios e aviões, além de joalheria. (V.B.)





