Avon encerrou 97
com faturamento
maior em 5% em
todo o mundoO mercado da vaidade deve conferir aos setores de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do Brasil faturamento da ordem de US$ 5,2 bilhões em 1998, crescimento médio de 5%. A estimativa, mesmo que modesta, segundo o Sipatesp, entidade que reúne as empresas do setor, representa mais do que os 2% previstos para o PIB (Produto Interno Bruto) em 1998.
Para o presidente da entidade, João Carlos Basílio, após o setor ter registrado crescimento médio de 12% no início do Plano Real, as empresas apenas diminuíram o ritmo de expansão, mas continuarão investindo no mercado. No ano passado, a entidade registrou a abertura de 150 indústrias no Estado de São Paulo e a chegada de empresas estrangeiras.
A maioria dos empresários diz que há campo para a expansão dos negócios, tomando como base que o Brasil ocupa a 27ª posição mundial em consumo per capita de cosméticos. Inês Rocha, gerente de marketing da Vizcaya, diz que a empresa registra crescimento em torno de 10% anuais.
Com a compra pela Mextra, empresa de importação, em dezembro de 1997, a fabricante poderá expandir os negócios. ‘‘Apesar de muitos considerarem os cosméticos como itens supérfluos, eles ainda são um grande negócio. A Natura, que detém 14% do mercado de cosméticos, deve manter em 1998 investimentos da ordem de US$ 100 milhões para a construção de um complexo industrial em Cajamar (SP).
Responsável por aproximadamente 15% do faturamento mundial do grupo (US$ 8 bilhões), a Avon encerrou o ano com crescimento em torno de 5%. Segundo a vice-presidente de marketing da empresa, Virgínia Pagetti, a empresa investiu US$ 31 milhões no ano passado na área industrial. ‘‘Os investimentos programados para 1998 devem aumentar de acordo com o crescimento da empresa’’, diz ela.
Já a Valmari cresceu 15% em 1997. O diretor comercial da empresa, Silvestre Rezende, afirma que esse mercado não sofre com os problemas de recessão. Para elevar as vendas, algumas empresas apostam na diferença e especialização de seus produtos. O Boticário, por exemplo, descobriu um filão de consumidores pouco explorado no país: os homens. O vice-presidente do Boticário, Bernardo Fedalto, afirma que o consumo de perfumes masculinos cresceu em 1997 mais do que o de femininos. ‘‘Temos 25% das vendas voltadas para a linha masculina’’, afirma. Em termos mundiais, as empresas têm 35% das vendas dirigidas a esse público.

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